sábado, 8 de agosto de 2020

Todos irão se salvar?


É a vontade de Deus que todos se salvem, mas nem todos se salvarão porque para ganhar a salvação temos que seguir alguns mandamentos e nem todos estão a fim de obedecer.
O Senhor Yeshua deixou algumas regras para serem seguidas e sem elas não há salvação, vejamos:
1º-Quem não nascer da água e do Espirito não pode ver o reino de Deus.
2º- Quem quiser vir após mim, negue se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
3º- Quem crer e for batizado será salvo mas quem não crer já está condenado.
4º Sem a santidade e a paz com todos ninguém verá o Senhor.
Fora isso temos que seguir os 10 mandamentos da lei de Deus e que o Senhor Yeshua resumiu em dois, que é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos e ainda nos orientou a amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos caluniam e nos perseguem, emprestar sem querer receber de volta, amar aos nossos irmãos, socorrer os pobres e necessitados, isso é que temos que fazer para termos o direito da salvação.
Não precisamos estar atrelados a uma religião para servir a Deus, temos ler as escrituras sagradas e colocá-las em prática.
O Senhor Yeshua disse: errais por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus. E outra vez disse: examinai as escrituras porque cuidas ter nelas a vida eterna.
Essa é a base para a salvação.

domingo, 14 de junho de 2020

Porque deixei de frequentar igreja evangélica


Muitos pastores dizem que as pessoas deixam de congregar nas denominações por conta dos pecados dos irmãos e isso não é verdade, no meu caso deixei por conta de que ao estudar as escrituras pude perceber o quanto as pessoas são manipuladas por esses lideres. Mentiras, enganos e palavras distorcidas são algumas das coisas que percebi quando comecei ter conhecimento da bíblia e muitas outras coisas, como heresias, divisões, acepção de pessoa e muitas coisas mais que não existia na igreja primitiva.
A igreja de Cristo, segundo o próprio Cristo, é uma só; como diz em João 17 a partir do verso 21 e em I Coríntios 3:

E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim;
Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles SEJAM UM em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
João 17:20,21

Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?
Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?
1 Coríntios 3:3,4

As tais igrejas que vemos hoje são, na verdade, empresas que são criadas para tirar o dinheiro dos fiéis e dar lucro aos seus donos e nada tem a ver com a verdadeira igreja de Cristo.

Manipulam as pessoas dizendo que aquilo é a igreja de Cristo, que é a casa de Deus, templo e que os lideres são homens de Deus, anjos da igreja e na verdade é pura enganação.
O dono da igreja de Cristo é o próprio Cristo e não o homem.

terça-feira, 21 de abril de 2020

O cristão deve guardar o sábado?



Desde já quero deixar claro que não sou adventista e nem faço parte de nenhuma seita religiosa, procuro a Deus em espírito e em verdade.
Sabemos que Deus deu a Moisés a sua lei no Monte Sinai e essa é a lei de Deus e que é eterna.
Todos nós comentamos sobre a lei mas não especificamos que lei é essa.
Podemos ver que existe a lei de Deus e a lei de Moisés, ambas dada pelo próprio Criador mas a lei de Moisés acabou quando veio a graça e a lei de Deus continua, visto que o próprio Yeshua a  citou.
Sabemos portanto que Yeshua resumiu a lei de Deus mas não retirou nenhum mandamento.
Podemos então perceber que o Sábado faz parte da lei de Deus, é o quarto mandamento e que não foi revogado.
Veremos: Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
A mudança do dia de descanso do sábado para o domingo foi feita por Constantino no ano 313 e por isso temos que nos manter fiéis as escrituras guardando o sábado porque sabemos que o domingo era consagrado pelos romanos como o dia do deus sol o qual eles adoravam.
Muitas pessoas acham que o dia de sábado não é para guardar por conta daquela passagem onde diz que Yeshua é Senhor do sábado, mas devemos ter em mente que Ele é Senhor de todas as coisas.

Êxodo 20.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Biblia - as discordâncias e adulterações do novo testamento.



Quando lemos a bíblia temos sempre que ter em mente três coisas: o momento em que se deu o episódio, com quem a palavra está falando e de quem.
Referente as adulterações temos algumas que mudam totalmente o sentido do texto. EX: em Mateus no capítulo 5 e no verso 31 vemos Yeshua dizer: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite; em algumas traduções está divórcio. Divórcio: rompimento legal de vínculo de matrimônio entre cônjuges, estabelecido na presença de um juiz. Nos tempos bíblicos não havia casamento no cartório e nem cartório havia.
Mas em seguida vemos no verso 32 que a palavra diz: qualquer que repudiar. Então podemos perceber que a palavra no verso 31 é repudio e não desquite e nem divórcio.
Em Mateus 17;16-21 vemos o relato onde um homem trouxe o filho lunático aos discípulos e eles não puderam curá-lo, mas Yeshua curou e disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei eu convosco, e até quando vos sofrerei?
E interrogado depois pelos discípulos em particular por que não puderam expulsar Yeshua disse a eles: Por causa de vossa pouca fé.
Mas no verso 21 diz: essa casta de demônio só sai com jejum e oração. Estaria Yeshua se contradizendo? Não, esse verso foi acrescentado.
Em Lucas 10;7 diz: E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu “salário”. Não andeis de casa em casa. Aqui colocaram salário, mas, na verdade, é alimento.
Em Mateus 28:19, podemos ler: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, mas em Marcos 16;17 e 18 podemos perceber que há uma discordância onde diz: E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
Se Jesus disse que é em nome dele, como poderia ser em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo?
Em Atos dos Apóstolos  diz: Então ordenou que fossem batizados em nome de Yeshua .
Atos 10:48
Nisso podemos perceber que houve uma adulteração no texto em Mateus.
Existe também em algumas bíblias onde a palavra amor foi trocada por caridade e sabemos que uma coisa nada tem de haver com a outra. Amor= forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.
Caridade=Compaixão em relação a alguém que se encontra em situação difícil; benevolência.
Em Atos 11;26 vemos uma adulteração mais recente onde leva o leitor a interpretação errônea, quando uma palavra deixa o texto com outro sentido. Veja: E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja (prédio), e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Atos 11 : 26)
Na verdade o texto original diz: com aquela igreja (povo).
Em Aos Hebreus 13; 7 e 17 aparece a palavra “pastores, mas, na verdade, a palavra nos originais é guia; pastor é dom e não título.
Essas alterações foram feitas, algumas durante a tradução e outras ao longo do tempo, mas para quem tem conhecimento espiritual da palavra sempre percebe onde houve as mudanças e onde foram inseridas.
No caso da igreja primitiva não existia um prédio com nome de igreja e as pessoas congregavam onde era possível. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Onde termina o velho Testamento e começa a Nova Aliança.



Assim afirmou Yeshua, porque era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4), e viveu na tutela da lei. Reconhecendo-a, disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei. E para isso, em Mateus 5.17 e 18, Ele disse: Não cuideis que vim abolir a lei e os profetas, mas vim para cumpri-la, e, nem um jota ou til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

Cristo cumpriu a Lei dos mandamentos que Deus ordenou para Moises. Porém no tempo certo
Jesus aboliu a Lei porque foi o único que cumpriu a Lei, e deixou um novo testamento entregando sua vida para que assim aquele que crer que Yeshua é o filho de Deus será salvo. Yashua não revogou a Lei do Antigo Testamento; ele cumpriu e removeu aquela e nos deu a Nova Aliança.
Yeshua viveu sob a velha lei (Gálatas 4:4), então, naturalmente, ele guardou o sábado (Lucas 4:16; etc.) Como já aprendemos, a lei não foi removida até ele morrer.
Ele também foi circuncidado (Lucas 2:21), teve animais oferecidos por ele (Lucas 2:22-24), ensinou a outros a oferecerem animais (Mateus 8:4; Marcos 1:44; Lucas 2:22; veja Levítico 14:1-32), observou os dias festivos (Lucas 2:41; Mateus 26:17), ensinou outros a observarem todas as coisas ensinadas por aqueles que se assentavam na cadeira de Moisés (Mateus 23:2,4).
O sábado é o quarto mandamento do s 10 Nenhuma passagem diz aos gentios para guardarem o sábado
O fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que nele crê".
Romanos 10:4.
Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. Mateus 11:13
A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele. Lucas 16:16
Os cristãos não estão “subordinados” à Lei (Gálatas 3:24-25). Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela (Romanos 7:6). O escrito da dívida foi removido inteiramente na cruz, pois Yeshua cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Após a morte do Testador, a Nova Aliança tomou seu lugar (Hebreus 8:6-13; 9:15-17)

quarta-feira, 3 de abril de 2019

BATISMO:EM NOME DA TRINDADE OU EM NOME DE YESHUA ?

Quase todas as igrejas batizam em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E usam base Bíblica para isso, o texto de Mateus 28:19. No entanto, quando verificamos os batismos realizados pelos apóstolos, vemos que eles batizaram somente em nome de Jesus. Como entender isso corretamente?

Acompanhe os textos que fala de batismo no contexto apostólico: “ ...arrependei-vos cada um de vós e seja batizado em nome de Yeshua para remissão dos pecados” Atos 2:38, “...por meio do seu nome (Yeshua), todo aquele que nele crer recebe a remissão de pecados” Atos 10:43, “Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em nome do Senhor Yeshua” Atos 19:5, “...mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Yeshua”Atos 8:16, “E agora por que te demoras? Levanta, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele( Yeshua) Atos 22:16, “Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Yeshua. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias” Atos 10:48.
Percebe-se então que o batismo, no livro de Atos, era somente em nome de Yeshua. Então como explicar o texto de Mateus se referindo a um batismo em nome dos três? Vários documentos da Igreja Católica confirmam que o texto original fala do batismo em nome de Yeshua somente, mas que a Igreja Romana mudou para fazer alusão à doutrina da trindade. Veja abaixo o que a Bíblia Católica, Bíblia de Jerusalém, fala sobre o assunto:

Acredita-se que o original está: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em meu nome”
Muitas pessoas já devem ter percebido essa mudança e mesmo assim devem ter pensado que acrescentar o Pai e o Espírito Santo no Batismo não faz muita diferença, o que não é verdade. Batizar em nome da trindade é não levar em conta a fé dos apóstolos e a autoridade que foi recebida pelo Messias. No contexto de Mateus 28:18, Yeshua disse que recebeu do Pai toda autoridade no céu e na terra. Outros textos fazem menção do nome que ele recebeu do Pai: Filipenses 2:9,10. “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” Lucas 24:47, veja que a pregação de arrependimento e de remissão de pecados é feita, não em nome do Pai e do Filho, somente em nome do Filho. Se a pregação de arrependimento era feito somente em nome de Yeshua, assim também deveria ser o batismo que é a comprovação pública de aceitação do evangelho.

É como se fosse assim, imagine que um grande Rei, para exaltar e glorificar seu Filho, o Príncipe, entregou por um tempo determinado o governo de seu país nas mãos desse Filho. Preferiu acompanhar a administração por fora, isto é, não diretamente. Logo, com a autoridade concedida pelo seu pai o príncipe saiu pela cidade dando ordens para melhor cuidar dessa nação. Não havia nenhum questionamento sobre aquilo que ele falava, pois todos sabiam que as suas palavras seriam como se fossem as palavras do próprio Rei. Em um certo dia, o Príncipe chamou seus conselheiros e lhes deu a seguinte ordem: “ide por todo meu reino e verificai se há barracos ou casas mal feitas, caso haja, em meu nome derrube-as e construa novas propriedades”. Quando os enviados do Príncipe encontravam alguma casa em mal estado já dizia: “senhor, em nome do Príncipe, temos que deitar por terra sua casa”. Algumas pessoas que estavam apegadas aos seus casebres tiveram que, mesmo sem querer, fazer aquilo que os enviados lhes pediam, pois a palavra do Príncipe era acompanhada da autoridade do Rei.

Observe na ilustração acima que os enviados, na hora de solicitarem a demolição das casas mal feitas, não diziam que era em nome do Rei, pois não fora o Rei que tinha dado tal ordem, mas sim o Príncipe, tudo era feito em nome do Príncipe. O mandamento do Batismo é um mandamento do Príncipe Jesus, é ele que disse para irmos e batizarmos em seu nome. Nesse mandamento não é dito para batizarmos em nome do Rei (o Pai), pois foi o Pai que deu autoridade para que fosse assim, quem vai contrariar o todo poderoso?
Além do mais, perceba que é somente no nome de Yeshua que os demônios são expulsos e as enfermidades são curadas, é somente no nome de Yeshua que os dons do Espírito Santo são derramados Marcos 16:17,18. E é justamente por isso, também, que os discípulos deveriam batizar em seu nome. Logo, com a mesma autoridade que o Mestre mandou os discípulos expulsar demônios e curar enfermos ele mandou batizar. Então do mesmo jeito que os apóstolos não expulsavam demônios ou curavam enfermos usando os nomes “do Pai, do Filho e do Espírito”, pois não tem nenhuma passagem dizendo “paralitico, levanta em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” ou “demônio sai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, já que há menção somente do nome de Yeshua, assim também acontecia com o batismo.
Portanto, o Batismo em nome da trindade, (Pai, Filho e Espírito Santo) foi acrescentado pelos bispos de Roma, pela Igreja Católica a partir do século IV. As escrituras foram adulteradas para dar apoio a essa doutrina que foi aprovada pela igreja, paulatinamente, no Concílio de Niceia, 325 DC, e no Concílio de Constantinopla, 381 DC. Mas a sã doutrina, a doutrina dos apóstolos, prega somente o batismo em nome de Yeshua. Qual que você vai ficar? Batismo dos apóstolos ou batismo dos Bispos de Roma em nome da trindade?

domingo, 2 de dezembro de 2018

SUCO DE UVA OU VINHO?

Antes de qualquer “pedrada” em minha direção, informo que não faço uso de vinho ou qualquer outra bebida embriagante em minha mesa ou mesmo fora dela. Este estudo visa apenas explicar biblicamente sobre o uso ou desuso dessas bebidas entre judeus e cristãos. Esta matéria apresenta os devidos textos e seus significados em seu contexto, sem nenhuma maquiagem ou malabarismo teológico. As devidas referências bibliográficas estarão de vermelho.

NO ANTIGO TESTAMENTO

O vocábulo hebraico “yayin” corresponde à palavra portuguesa “vinho” e sua primeira ocorrência está em Gênesis:
E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu Noé dovinho (hebr. yayin), e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.” (Gênesis 9.20, 21). – O negrito é meu.
Vejamos os mesmos textos em hebraico, transliterado:
vayachel Noach ‘îsh ho’adamah vaytta’ karem: vayeshtte min-hayayinvayishkar vayitgal betokh ‘aholoh”. (Bereshît/Gênesis 9.20, 21). – O negrito é meu.
O termo yayin é palavra habitual para uva fermentada:
Esta é a palavra hebraica habitual para se referir à uva fermentada. É, em geral, traduzida por ”vinho”. Tal “vinho” era bebido comumente como refresco: E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho” (Gn 14.18; cf. Gn 27.25)
Fica claro, pois, que o vinho ou uva fermentada era bebido como “refresco”, foi esse o tipo de vinho que Melquisedeque – tipo de Cristo – trouxe para Abraão quando este veio da batalha, vinho fermentado.
O “vinho” era usado para dar alegria, para fazer a pessoa se sentir bem sem ficar intoxicada (2 Sm 13.28). Segundo, o “vinho” era usado na alegria perante o Senhor. Uma vez por ano todo o Israel tinha de se reunir em Jerusalém. O dinheiro percebido pela venda do dízimo de toda a colheita seria gasto “por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa” (Dt 14.26). (…) O termo yayin descreve claramente uma bebida intoxicante”
Acima em negrito, a palavra “vinho” corresponde a yayin, ao passo que “bebida forte” é termo português para a palavra hebraica shekhar – “evidentemente um tipo de cerveja”
Algumas pessoas eram proibidas de beber vinho:
As pessoas, em estado especial de santidade, eram proibidas de beber ”vinho”, como os nazireus (Nm 6.3), a mãe de Sansão (Jz 13.4) e os sacerdotes que se aproximavam de Deus (Lv 10.9).”
Antes de abençoar Jacó, Isaque bebeu vinho:
Então disse: Faze chegar isso perto de mim, para que coma da caça de meu filho; para que a minha alma te abençoe. E chegou-lhe, e comeu; trouxe-lhe também vinho (hebr. yayin), e bebeu.”
O suco que é espremido da uva - não fermentada - é termo distinto de yayin (vinho), cujo vocábulo hebraico é tîrosh:
Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto (hebr. tîrosh).” (Gênesis 27.28).
Fica evidente a diferenciação entre yayin e tîrosh:
A palavra tiros é distinta de yayin no que se refere apenas ao vinho novo não fermentado (mosto).”
Embora “tîrosh” (mosto, vinho novo) é dito que não seja vinho fermentado, tal ideia não ocorre em Oséias 4.11 que é claramente uma bebida embriagante:
A fornicação, e o vinho (hebr. yayin), e o mosto (hebr. tîrosh) tiram o entendimento”.
O que o texto está dizendo é que os três fazem perder o sentido, trazendo descontrole. O equivalente do hebraico tîrosh, na versão grega Septuaginta é “methysma” (bebida embriagante), vocábulo derivado de “méthê” (embriaguês, bebedeira), falta de moderação. Entretanto, algo digno de nota também é dito acerca do vinho:

O vocábulo hebraico yayin é etimologicamente igual ao grego oinos e ao latino vinus. Hamar é nome aramaico, e hemer é etimologicamente equivalente a ele empregado na poesia hebraica. A palavra hebraica yayin aparece na Escritura pela primeira vez, referindo-se ao suco fermentado da uva, Gn 9.21; não há motivos para crer que tenha outro significado nos lugares em que se encontra. O grego oinos também se refere a suco fermentado, salvo quando é acompanhado do adjetivo novo; mesmo assim, não se pode dizer que haja dois vinhos, um fermentado e outro não. O mosto chama-se vinho novo, e só se torna vinho por meio da fermentação. Dizem que pelo fato de ser proibido o fermento durante os sete dias da festa pascal, o vinho usado nessa solenidade não devia ser fermentado. O argumento não procede. A fermentação vinosa nunca se chamou fermento. Durante a páscoa, os judeus não deviam beber líquidos fermentados, nem mesmo provar o pão com fermento
O vinho com mistura era designado pelas expressões mesek, Sl 75. 8; mimsak, Pv 23. 30; Is 55. 11 (sic), e mezeg, Ct 7. 2, cada uma das quais designava vinho misturado com certas especiarias que lhe davam gosto agradável,
O termo mesek denota “mistura de tempero (para uma bebida)” em Sl 75.8;mimsak denota “recipiente de misturar” em Isaias 65.11;mezeg, em Ct 7.2 denota “vinho misturado”, provavelmente “vinho temperado, quente”; algo que é reprovado em provérbios e outras partes das Escrituras:
Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado (mimsak).” (Provérbios 23.29, 30).

NO NOVO TESTAMENTO

Nas Escrituras Gregas Cristãs o vocábulo vinho (gr. oinos) ocorre 34 vezes, sua primeira ocorrência está registrada em Mateus:
Nem se deita vinho novo (gr. oinon neon) em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho (gr. oinos), e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo (gr oinon neon) em odres novos, e assim, ambos se conservam.” (Mateus 9.17). -
A indicação do vinho (Gr. oinos) não fermentado (como no caso acima), é indicada nas Escrituras quando acompanhado do adjetivo “novo” (Gr. neós):
O grego oinos também se refere a suco fermentado, salvo quando é acompanhado do adjetivo novo; mesmo assim, não se pode dizer que haja dois vinhos, um fermentado e outro não. O mosto chama-se vinho novo, e só se torna vinho por meio da fermentação.”
A expressão acima “vinho novo” é traduzido no Novo Testamento Hebraico por yayin chadash (vinho novo) e não por “tîrosh” que é seu equivalente no Antigo Testamento. Sabe-se que João Batista não bebia vinho (hebr. yayin) fermentado e nem bebida forte:
Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho (gr. oinos), nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo. Já desde o ventre de sua mãe.” (Lucas 1.15). -
O que não era bebido por João Batista, era bebido por Jesus:
Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. Veio o filho do homem comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada pelos seus filhos.” (Mateus 11.18, 19).
Quanto às comidas e bebidas, Jesus era o inverso de João Batista. Porém regia com moderação e não de maneira imoderada; resultado que não se embriagava comportamento este justificada pela sabedoria. Tanto as acusações dos líderes religiosos contra João de que tinha “demônio”, como as proferidas contra Jesus de que era “beberrão” (ébrio), não passavam de calúnias. Uma passagem Bíblica torcida por teólogos é o das bodas em Caná (João 2. 1,11). Dizem eles que o vinho servido não era fermentado, procurando torcer a Palavra de Deus por suas preferências religiosas. O vocábulo vinho (gr. oinos; hebr. yayin) não é acompanhado do adjetivo “novo” para indicar o contrário, vejamos:
E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (Gr. oinos) (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado água), chamou o mestre-sala ao esposo, e disse-lhe: Todo o homem põe primeiro ovinho (gr. oinos) bom e, quando já têm bebido bem (gr. methysthõsin =estiverem bêbados), então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.” (Gr. oinos = vinho fermentado). (João 2.9, 10).
O texto não se refere a vinho novo ou suco, pois o vinho bom, o melhor, sempre foi considerado o velho, Jesus mesmo o considera como melhor:
E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor (gr. chrêstos = bom) é o velho”. (Lucas 5.39).
Portanto, Jesus transformou a água no melhor vinho (velho) outrora oferecido pelo esposo dono da festa. A expressão dita pelo mestre-sala “bebido bem,” no texto Grego Original é “methysthõsin,” significando “estiverem embriagados”, não se tratando do inofensivo suco; e não foi em simples “suco” (?) que a água foi transformada, o que contraria o texto que é taxativo em apontar bebida alcoólica que “embriaga” quando usada de maneira imoderada. O costume entre os judeus, é que o noivo deve estar e permanecer em jejum no dia do seu casamento para não se embriagar com seus amigos convidados:
Em certas comunidades, o noivo e a noiva jejuam no dia do casamento, enquanto em outras só o noivo segue este costume. Alguns judeus crêem que, se não fosse obrigado a jejuar, o noivo poderia se reunir com seus amigos na celebração pré-nupcial e se embriagar, o que o deixaria em más condições para efetuar as formalidades legais envolvidas na cerimônia de casamento. Não se exige que a noiva jejue pois é considerado pouco provável que os amigos da noiva consumam ou a induzam a consumir bebidas alcoólicas.”

NA CEIA DO SENHOR FOI SERVIDO SUCO DE UVA OU VINHO ALCOÓLICO?

A expressão “fruto da vide” mencionado na Ceia do Senhor, de modo algum significa “suco de uva” (?), algo não fermentado:
“E digo-vos, que desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.” (Mateus 26.29).
O significado judaico e grego à expressão “fruto da vide”:
Fruto da vide, frase falada por Jesus por ocasião de instituir a Santa Ceia, Mt 26. 29; é expressão usada pelos judeus, desde tempos imemoriais, para designar o vinho que tomavam em ocasiões solenes, tais como, pela festa da Páscoa e na tarde do sábado (Mishna, Berakoth, 6. 1). Os gregos também empregavam a mesma frase, como sinônimo de vinho capaz de embriagar,
Até hoje, segundo o costume, os judeus festejam a “Páscoa” (hebr. Pêssach) com vinho alcoólico:
“Como pessoas livres e importantes bebem vinhos bons de qualidade, deve-se procurar, para o Sêder, um vinho forte que contenha álcool e que, de preferência, não seja fervido. Como segunda opção, pode-se usar vinho fervido. Alguém que tem medo de tomar vinho, pois pode ficar tonto e não aguentar o Sêder até o final, é melhor que tome um vinho mais fraco. É mais importante participar do Sêder até o final do que beber um vinho forte. Uma opção é misturar vinho com suco de uva.”
Como todos os da família judia são obrigados a participar do Pêssach (Páscoa), apenas às crianças são dadas o simples “suco de uva”:
"É correto dar às crianças suco de uva e não vinho."
Fica evidente - entre os judeus - a distinção entre “vinho” e “suco de uva” na refeição Pascoal. O vinho servido por Jesus na páscoa é o mesmo servido na Santa Ceia, não era “suco da uva” e muitos confundem “fermentação vinosa” com fermento, sendo coisas distintas:
Dizem que pelo fato de ser proibido o fermento durante os sete dias da festa pascoal, o vinho usado nessa solenidade não devia ser fermentado. O argumento não procede. A fermentação vinosa nunca se chamou fermento.”
A fermentação vinosa era natural por não conter fermento, o vinho pascoal não recebia nenhum produto para ser misturado, mas era naturalmente o “bom vinho”, o superior:
O vinho tinto é servido tradicionalmente à mesa do Sêder porque o Talmud considera o vinho tinto superior ao branco.”
Sêder é uma refeição noturna que dá início a festa da páscoa entre os judeus, é mencionada em Mateus 26.17. Nos tempos dos apóstolos ainda havia esse costume, e alguns cristãos bebiam imoderadamente no Sêder, o que levou Paulo a repreendê-los energicamente:
Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.” (1 Coríntios 11.21, 22). - O negrito é meu.
O texto acima aponta vinho que embriaga presente na Ceia do Senhor. Vejamos como faziam os judeus para “enfraquecê-lo” na Páscoa:
Todos deveriam ter o cuidado de não o tomarem em excesso. Os meios empregados para neutralizar os efeitos perigosos do vinho, eram: 1. Enfraquecê-lo com água, 2 Mac 15. 39; Heród. 6. 84, como se pode ver no modo de celebrar a Páscoa em que os servos levavam uma vasilha com água quente para misturar no vinho que era usado nessa solenidade (Mishna, Pesachim, 7. 13; 10.2,4,7).” .
A Bibliografia citada da literatura judaica (Mishna, Pesachim, 7.13; 10.2,4,7) é uma prova de que se usava vinho embriagante na “Páscoa” (hebr. pessach) desde tempos imemoriais, o qual Jesus se utilizou. A expressão “fruto da vide” era usada tanto por judeus como pelos gregos como referência ao vinho capaz de embriagar:
“Fruto da vide, frase falada por Jesus por ocasião de instituir a Santa Ceia, Mt 26.29; é expressão usada pelos judeus, desde tempos imemoriais, para designar o vinho que tomavam em ocasiões solenes, tais como, pela festa da Páscoa e na tarde do sábado (Mishna, Berakoth, 6.1). Os gregos também empregavam a mesma frase, como sinônimo de vinho capaz de embriagar, Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.” (João 19.35). -
Os líderes da igreja Cristã não deveriam ser pessoas “dadas” (gr. paroinos = escravo da bebida) ao vinho, isto é, “alguém que senta-se por muito tempo com o seu vinho, escravo da bebida”
Isto é enfatizado nas devidas passagens de 1Timóteo 3.3,8; em Tito 1.7 é recomendado “um pouco” como algo medicinal. A recomendação a todos os crentes não é só referente ao vinho:
Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” (Romanos 14.21). - O negrito é meu.
Mesmo assim, o devido verso e contexto em nada proíbem. Entretanto, sempre é bom evitar tudo aquilo que pode trazer transtornos no futuro; afinal, nem todos conseguem reger seu apetite com sabedoria e as Escrituras repreendem energicamente aqueles que se demoram ou se entregam ao vinho. Este estudo foi elaborado para mostrar a verdade escrita na Palavra de Deus, tal qual consta em Seu Sagrado conteúdo, sem enfeites. Informo ao leitor, antes de qualquer pedrada em minha direção, que eu não tomo vinho (salvo, o da Ceia do Senhor) e nenhuma bebida alcoólica ocupa espaço em minha mesa, seja ela de qualquer natureza. Minha posição e missão é o de falar e pregar a verdade das Escrituras tais como Ela é, doa a quem doer.


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